RABISCOS POÉTICOS

AMAR É FÁCIL PARA QUEM TEM MEMÓRIA PORÉM, ESQUECER É DIFÍCIL PARA QUEM TEM CORAÇÃO.

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A VELHICE - SIMONE DE BAUVOIR...[#M#] APOIO

 

Ainda em comemoração ao "Dia do Idoso", sugiro uma leitura agradável e muito reflexiva aonde a célebre escritora Simone de Beauvoir, contrariando a velhice nas palavras de Cícero na Roma de séculos passados , elogiando o envelhecimento e enxergando- o um homem longevo,  poderoso,  sábio e respeitado,  tentava tranquilizar  os que, temiam a sua chegada, afirmando que " a vida segue um curso muito precioso que a natureza dota cada idade de qualidades próprias.  Por isso, a fraqueza das crianças,  o ímpeto dos jovens, a serenidade dos adultos, a maturidade da velhice são coisas naturais que devemos apreciar cada uma a seu tempo ".

 

Sem romantismo nem falsas expectativas a autora resolve mergulhar nas diversas velhices e na devastação provocada,  pelo desgaste do corpo e da mente,  e pela aproximidade da morte,  com permanente preocupação, em contextualizar o cenário da desigualdade econômica social que nos estrutura. A deterioração da velhice é inescapavel, mas depende de inúmeros fatores que influenciarão mais ou menos o conjunto da vivência. "Para os privilegiados a quem a própria situação deixa uma margem de liberdade, isso depende de como o sujeito retoma o controle do seu destino".

 

Com a coragem já conhecida, de suas obras,  e com a densidade comprometida de sua racionalidade com o humanismo e especialmente com o feminismo,  na primeira parte do livro Simone , investiga a velhice sob perpeceptivas distintas passeando , pela biologia, história,  sociologia, antropologia e dedicação à segunda parte da obra a descrição da experiência do idoso com o tempo, com o próprio corpo, com às angústias e subjetividades. Nenhum desses estudos , segundo ela, poderá definir a velhice, diante da multiplicidade dos aspectos que a envolvem...

"A velhice é particularmente dificil de se assumir, porque sempre a consideramos um coisa estranha: será que me tornei, então,  uma outra,  enquanto permaneço eu mesma..."

 

Em 1970 quando a primeira edição da obra  foi publicada, a velhice era ignorada, pela sociedade,  ninguém acreditava em mais de trinta anos. De lá pra cá, muita coisa mudou...

 

 

 

Parte Prefácio =Andréa Pachà

 

 

*[#M#] APOIO 

 

 

*Nota da autora =

(Estarei ausente, por motivos particulares,  mas deixo aqui a minha Gratidão à todos amigos leitores! Até Breve!) Beijos ternos

 

 

 

SanCardoso e Andréa Pachà
Enviado por SanCardoso em 07/10/2025
Alterado em 10/10/2025
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